Monday, April 03, 2017

PRIMEIRAS LEITURAS – SOCIOLOGIA I

PRIMEIRAS LEITURAS – SOCIOLOGIA I

Ontem enfrentei as primeiras leituras exibidas para o semestre, para Sociologia I
Não gostei dos dois primeiros textos, que eram os obrigatórios.
Ainda bem que resolvi fazer uma das “leituras opcionais”!
Obrigado, Mr. Chalmers, o senhor salvou a minha primeira sessão de estudos! :-)

BOURDIEU, Pierre. Questões de sociologia. Rio de Janeiro: Marco Zero, 1983. (p.16 a
29).1
Primeiro:  Li as páginas certas?  Não sei.  Porque nenhum capítulo começa ou termina na página 16 ou na página 29 – nem na numeração impressa nas páginas, nem na numeração das imagens do PDF.  Por garantia, li desde o início e um pouco além da página 29, e acredito que sim, li o que o professor queria – a entrevista de Bourdieu em que ele descreve sua visão da sociologia como uma ciência que devemos ter cuidado em manter isenta de ideologias e apriorismos.
A leitura, em si é interessante.  A proposta de transcrever entrevistas e não um texto adrede elaborado é também válida. 
Mas a tradução... Oh deus, oh céus, ó vida! cheguei a voltar ao início do texto para confirmar se havia um nome de tradutor – porque parecia coisa do Google tradutor! 
Fui confirmar se era uma edição brasileira e – bingo!  Edição portuguesa!  J 
O livro na pasta do Dropbox é “Questões de Sociologia”, de Pierre Bourdieu – mas não é da Editora Marco Zero, como diz no nosso Programa, e sim da “Fim de Século – Edições , Sociedade Unipessoal, LDA., Lisboa, 2003”!
Bom, aí deu pra entender porque o texto designa “imaterial” como “mole” e “leigo” como “profano”!  Soa muito estranho para nós brasileiros.


CORADINI, Odaci Luiz. O referencial teórico de Bourdieu e as condições para sua aprendizagem e utilização. Veritas, Porto Alegre, v.41, n° 162, junho/1996. (207-220).
Li, como um aluno disciplinado.  Mas tenho de confessar que a leitura não foi muito proveitosa.  Achei o vocabulário muito avançado, muito profissional, para alguém que está tendo as primeiras aulas de Sociologia I.  Ou eu que sou ignorante mesmo.  Confesso que trechos como “Nesta perspectiva, a única forma de as ciências sociais romperem com as pre-noções e explicitarem os fundamentos das visões e di-visões do mundo social, que são culturais (e portanto, arbitrárias e não racionais) ou as bases culturais da dominação simbólica, é através da apreensão dos princípios que estruturam os respectivos illusio e  doxas subjacentes às posições nos campos de luta” não me trouxeram muito esclarecimento...


Alan F. Chalmers – O que é Ciência afinal?
Fiz esta leitura opcional e foi uma ótima decisão, porque o livro é interessantíssimo e agradabilíssimo de ler!

Comecei a leitura com algumas restrições, “como assim a ciência não é puramente um processo indutivo”?  E à medida que fui lendo fui percebendo que não, a ciência não avançou pelo indutivismo, e que eu, um “cara de exatas”, tinha uma idéia errada de o que é ciência.  Prossegui a leitura – já fascinado – pelo fasificacionismo (Nossa, porque não usar “falseabilidade” e banir o uso da palavra “falsificacionismo”?!), passando pelas descrições de como as observações não são conclusivas e como, ao longo da história, teorias “falseadas” ( J ) pelas observações foram mantidas.   E parei no capítulo que trata de “Teorias como Estruturas” – porque já era muito tarde.  Tive de me forçar a parar de ler, a leitura estava sendo realmente prazerosa e proveitosa!  Obrigado, Mr. Chalmers, o senhor salvou a minha primeira sessão de estudos!

1 comment:

Anonymous said...

Interessante as tuas colocações, me fez lembrar de disciplinas que eu já havia esquecido e de reflexões também. Obrigada.