PRIMEIRAS LEITURAS – SOCIOLOGIA I
Ontem
enfrentei as primeiras leituras exibidas para o semestre, para Sociologia I
Não gostei
dos dois primeiros textos, que eram os obrigatórios.
Ainda bem
que resolvi fazer uma das “leituras opcionais”!
Obrigado,
Mr. Chalmers, o senhor salvou a minha primeira sessão de estudos! :-)
BOURDIEU, Pierre. Questões de sociologia.
Rio de Janeiro: Marco Zero, 1983. (p.16 a
29).1
Primeiro: Li as páginas certas? Não sei.
Porque nenhum capítulo começa ou termina na página 16 ou na página 29 –
nem na numeração impressa nas páginas, nem na numeração das imagens do
PDF. Por garantia, li desde o início e
um pouco além da página 29, e acredito que sim, li o que o professor queria – a
entrevista de Bourdieu em que ele descreve sua visão da sociologia como uma
ciência que devemos ter cuidado em manter isenta de ideologias e apriorismos.
A leitura,
em si é interessante. A proposta de
transcrever entrevistas e não um texto adrede elaborado é também válida.
Mas a
tradução... Oh deus, oh céus, ó vida! cheguei a voltar ao início do texto para
confirmar se havia um nome de tradutor – porque parecia coisa do Google
tradutor!
Fui
confirmar se era uma edição brasileira e – bingo! Edição portuguesa! J
O livro na
pasta do Dropbox é “Questões de Sociologia”, de Pierre Bourdieu – mas não é da
Editora Marco Zero, como diz no nosso Programa, e sim da “Fim de Século –
Edições , Sociedade Unipessoal, LDA., Lisboa, 2003”!
Bom, aí deu
pra entender porque o texto designa “imaterial” como “mole” e “leigo” como “profano”! Soa muito estranho para nós brasileiros.
CORADINI, Odaci Luiz. O referencial teórico
de Bourdieu e as condições para sua aprendizagem e utilização. Veritas, Porto
Alegre, v.41, n° 162, junho/1996. (207-220).
Li, como um
aluno disciplinado. Mas tenho de
confessar que a leitura não foi muito proveitosa. Achei o vocabulário muito avançado, muito
profissional, para alguém que está tendo as primeiras aulas de Sociologia
I. Ou eu que sou ignorante mesmo. Confesso que trechos como “Nesta perspectiva,
a única forma de as ciências sociais romperem com as pre-noções e explicitarem
os fundamentos das visões e di-visões do mundo social, que são culturais (e
portanto, arbitrárias e não racionais) ou as bases culturais da dominação
simbólica, é através da apreensão dos princípios que estruturam os respectivos illusio e doxas subjacentes às
posições nos campos de luta” não me trouxeram muito esclarecimento...
Alan F. Chalmers – O que é Ciência afinal?
Fiz esta
leitura opcional e foi uma ótima decisão, porque o livro é interessantíssimo e
agradabilíssimo de ler!
Comecei a
leitura com algumas restrições, “como assim a ciência não é puramente um
processo indutivo”? E à medida que fui
lendo fui percebendo que não, a ciência não avançou pelo indutivismo, e que eu, um “cara de exatas”, tinha uma
idéia errada de o que é ciência.
Prossegui a leitura – já fascinado – pelo fasificacionismo (Nossa, porque
não usar “falseabilidade” e banir o uso da palavra “falsificacionismo”?!),
passando pelas descrições de como as observações não são conclusivas e como, ao longo da história, teorias “falseadas” ( J
) pelas observações foram mantidas. E
parei no capítulo que trata de “Teorias como Estruturas” – porque já era muito
tarde. Tive de me forçar a parar de ler,
a leitura estava sendo realmente prazerosa e proveitosa! Obrigado, Mr. Chalmers, o senhor salvou a
minha primeira sessão de estudos!
1 comment:
Interessante as tuas colocações, me fez lembrar de disciplinas que eu já havia esquecido e de reflexões também. Obrigada.
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