Monday, April 03, 2017

A SOCIOLOGIA É UMA CIÊNCIA DIFERENCIADA PELO FATO DE SEUS OBJETOS TEREM CONSCIÊNCIA E INTENÇÕES. SERÁ?

A SOCIOLOGIA É UMA CIÊNCIA DIFERENCIADA PELO FATO DE SEUS OBJETOS TEREM CONSCIÊNCIA E INTENÇÕES.  SERÁ?

Contextualizando: escrevo isto às onze da noite, depois de um dia de trabalho e de aula que começou às seis da manhã.  A cabeça gira a milhão, as ideias estão meio confusas.  Mas faço estas anotações para registrar alguns pensamentos que me ocorreram, despertadas pelo assunto da aula.
A elaboração é fraca, as citações de fontes estão ausentes, sorry.
Elaborarei isto depois.  Ou não.
Quem sabe alguém não resolve comentar neste post?
Quem sabe não se torna um fórum, e não simplesmente uma entrada num blog?

Então:
 Como dito no título, “a Sociologia é uma ciência diferenciada pelo fato de seus objetos terem consciência e intenções – o que não pode ser dito a respeito de uma molécula , por exemplo”.

·         Qualquer ciência que estuda seres vivos – OK, seres vivos “superiores” – não lida com consciência e intenções?  Quem já lidou com animais domésticos – vacas, cavalos, cachorros, ... – não pode duvidar que eles tem personalidades.  São agressivos ou dóceis, ativos ou preguiçosos, etc. ,etc.  Se tem personalidades, certamente tem “intenções”.  “Ah, mas eles são governados princpalmente pelo instinto, e os humanos pelo raciocínio”.  Hã hã, é por isto que duzentos milhões de brasileiros se submetem a ser roubados por uma plutocracia, sem reagir.  Poque somos guiados pela razão.  É por isto que a degradação do meio ambiente está levando a uma queda brutal na qualidade de vida – senão à impossibilidade da vida humana na Terra – e continuamos a degradar o ambiente, num afã suicida – porque somos guiados pela razão...
·         Tese:  temos sim, como característica da espécie, um tipo extremado de raciocínio, tão extremado que chega – talvez – a ser qualitativamente diferente do das outras espécies.  Mas temos também uma carga instintiva e uma carga de “consciência coletiva”, que nos guia mesmo que dela não estejamos conscientes.  Nos guia, acredito, mais do que a própria razão.  Então nossa diferença das outras espécies seria mais uma questão de grau do que de diferença qualitativa básica!
·         “Mozart não seria Mozart sem a sua cidade, sem a Alemanha, e sem sua época”, foi dito hoje em aula.  “Entretanto, Mozart não era apenas isto, era também Mozart!”  Verdade.  Bem, então  o que não era o ambiente sociológico de Mozart, era sua hereditariedade!   Poderia Mozart não ser Mozart?  Poderia ele, tendo nascido com a carga genética com que nasceu, dos pais que nasceu, no ambiente em que nasceu, ter escolhido não ser o gênio da música?
·         Se é assim, qual a diferença fundamental entre a Sociologia e, digamos a Ecologia?  Qual a diferença fundamental entre estudar o comportamento de uma matilha de lobos e o de uma tribo?
·         Temos livre-arbítrio?  Não podemos alterar a carga genética que recebemos e não podemos escolher de que pais e em que sociedade nasceremos.  Considerando o quanto dos nossos atos estes dois tipos de condicionantes determinam, o que sobra para o domínio do livre-arbítrio?


That’s all, folks! J

I’ll be looking forward for your feedback!

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