Tuesday, October 30, 2018

Comentários sobre ser um Motorista de Aplicativo - na visão de um estudante de Economia I-O



Se ser um motorista de aplicativo é divertido como é descrito no post "Comentários sobre ser um Motorista de Aplicativo - uma visão pessoal e uma observação antropolótica", porque é tão pesado?  Por causa das intermináveis horas de trabalho!  E porque trabalhar tantas horas?  Porque, por mais que eu trabalhe, o dinheiro nunca é o bastante!
Vocês podem perguntar, “Como assim?!  Tanta gente dirige Uber!  Como não é possível viver disso?!”

Então: se tudo que a pessoa conhece da vida é subempregos que pagam um ou dois salários mínimos, então dirigir Uber é melhor.  Ganha-se isso, ou até mais, sem precisar aturar ordens de chefes - neste tipo de emprego, provavelmente ordens idiotas de chefes idiotas.  Mas, para alguém que tem uma qualificação profissional, dirigir Uber é uma maneira de sobreviver temporária.  Nada mais.

“Mas o dinheiro é tão pouco assim?  A gente paga dez, vinte, até cinquenta reais numa corrida!”
Sim, mas quanto disso fica para o motorista?  Aí eu tive uma aula de mais-valia... na prática. 
J
Trabalhando umas cinquenta horas por semana, pode-se faturar uns mil e duzentos reais.  Dinheiro teu, fora a parte do aplicativo.  Quatro semanas, quatro mil e oitocentos reais.  Não é ruim!  E isso entra em dinheiro vivo na tua mão, ou em crédito na tua conta bancária, ou – no caso do 99 – também em um cartão de voucher que pode ser usado para compras ou para sacar dinheiro vivo!
Mas...  pra faturar esses quatro mil e oitocentos reais, foi preciso colocar gasolina!  E a gasolina consome de trinta e cinco a quarenta por cento do teu faturamento, dependendo de onde rodaste, quanta gente tinha no carro, do trânsito, etc...  Vamos ser otimistas e colocar trinta e cinco por cento.   Dos nossos 4.800 reais, 1.680 foram em gasolina, 3.120 são efetivamente dinheiro ganho pelo nosso trabalho.  Já diminuiu bastante. 
Agora vamos supor que não tens um carro quitado.  Se usares um carro alugado, são no mínimo 1.400 reais de aluguel por mês.  Nossos 3.120 reais se tornam miseráveis 1.720 reais de renda mensal, 430 reais por semana em troca de cinquenta horas de trabalho duro!

A tabela abaixo ilustra os dados reais, registrados em anotações detalhadas e precisas, de uma semana de trabalho.  Faturamento bruto R$ 1.244,67, gastos com gasolina R$ 460 (36.96% do faturamento), aluguel semanal do carro R$ 350, valor líquido obtido R$ 434,67.

DataUBER99 POP99POP + UBERPOR FORATOTAL
22/Oct/2018Mon153.260.00153.26153.26
23/Oct/2018Tue131.0531.54162.59162.59
24/Oct/2018Wed69.98133.83203.81203.81
25/Oct/2018Thu31.60120.17151.77151.77
26/Oct/2018Fri99.62104.17203.7935.00238.79
27/Oct/2018Sat0.00177.54177.5420.00197.54
28/Oct/2018Sun88.7848.13136.91136.91GASOLINA
SEMANA574.29615.381,189.6755.001,244.67460.00
FATURAMENTO MENOS GASOLINA
784.6736.96%
FATURAMENTO MENOS ALUGUEL DO CARRO (R$ 350)- LÍQUIDO
434.67

O gráfico abaixo ilustra a divisão do faturamento entre gasolina, aluguel do carro e pagamento efetivamente recebido pelo trabalho.



E abaixo vemos a proporção entre os custos e o rendimento do trabalhador.  Não é pra fracos, não, tem que respirar fundo e tocar em frente, sem afrouxar o garrão, se quiser ganhar o bastante pra sobreviver!




Se for o teu carro, o dinheiro que embolsas já melhora bastante.  Mas em boa parte isso é ilusão, porque tem IPVA, seguro, manutenção do carro...  E a reserva, que ninguém faz, pra comprar um carro novo.  Porque se roda quatro mil, cinco mil, quilômetros por mês.  Isso nas ruas esburacadas de Porto Alegre e arredores, com o carro de vez em quando levando cada tranco que parece que vai se desmanchar todo.  Em poucos anos, vai mesmo.  E vais ter que investir uns cinquenta mil reais num carro novo...  Sai elas por elas.  O dinheiro que quem roda com o próprio carro bota no bolso é ilusão, eles estão consumindo a ferramenta de trabalho.

Dá pra ganhar mais de três mil reais por mês dirigindo pra aplicativo, ganhar de verdade, líquido, todas as despesas cobertas?  Dá!  Só tens que passar a vida dirigindo, não fazer mais nada.  Convenhamos que ainda é melhor do que os empregos que os piratas, digo abutres, digo empresários brasileiros oferecem...  Agora na crise tem empresa tendo a cara de pau de oferecer salário de dois mil e poucos reais pra desenvolvedor de software experiente... 
Como eu sempre repito: o que garante emprego e salário digno ao trabalhador é uma economia forte!  É a lei da oferta e da procura!  Mais gente precisando trabalhar do que empregos disponíveis acarreta salários de fome, não importa quantas leis trabalhistas sejam feitas!

Então, dirigir pra aplicativo não é o trabalho com melhor remuneração do mundo, não.  Acredito que os que estão felizes com ele são as pessoas que nunca tiveram um trabalho decente e, principalmente, os que não tem conhecimentos de Administração, de Contabilidade e/ou de Economia.  Só vêem o dinheiro que entra, não computam os custos nem a depreciação do capital.

Mas nós, que temos estes conhecimentos, vamos agora dar uma olhada em como se distribui o dinheiro que o passageiro paga.
Uma parte vai para o aplicativo.  O Uber fica com 25%, se for 99Pop são 12.5%.  Acho a taxa do Uber alta demais.  Mas o mercado dá um jeito em tudo, é só migrar pro 99, que é o que muita gente está fazendo.  E se aparecer um aplicativo com uma comissão menor, os motoristas abandonam o 99 e vão pra este.  É a livre concorrência, meus amigos!

Mas a gasolina, essa não tem livre concorrência não!  Segundo a Petrobrás (ver http://www.petrobras.com.br/pt/produtos-e-servicos/composicao-de-precos-de-venda-ao-consumidor/gasolina/ ) 43% por cento do preço da gasolina são... impostos! :-O
Ou seja, quando pagamos 4.80 por um litro de gasolina, 2.06 reais são impostos!  Sem os impostos pagaríamos 2.74 pelo litro da gasolina!  E o pobre do motorista de Uber, que gasta 1.680 reais de gasolina por mês, passaria a gastar 957 reais, embolsando os 723 reais de diferença!   Setecentos e vinte e três reais que o Governo rouba de quem se mata trabalhando!  Rouba, porque nada se obtém em troca – se roda em ruas cheias de buracos, sem policiamento, e se sofrer um acidente sabe-se bem como o SAMU e o hospital do SUS vão atender!

O petróleo é nosso?!  Mas nos Estados Unidos a gasolina está custando 0.83 centavos de dólar o litro (pouco mais de três reais pela cotação de hoje) (ver https://www.globalpetrolprices.com/gasoline_prices/ ).  Bem mais barato do que aqui, isso sem levar em conta o poder aquisitivo do americano! 
Façamos uma comparação mais realista, em salários mínimos:  o salário mínimo do Brasil, 954 reais, compra 198 litros de gasolina (a BRL 4.80 o litro).  O salário mínimo dos Estados Unidos é definido em valor-hora e não por mês; USD 7.25 por hora (ver https://www.inc.com/huffington-post/minimum-wage-changes-new-law-2018.html ).  Trabalhando 40 horas por semana, 160 por mês, são 1.160 dólares – que compram 1.397 litros de gasolina!  SETE VEZES MAIS BARATO DO QUE NO BRASIL!  A esta razão, os 1.680 reais que o pobre motorista de Uber gasta por mês no Brasil se reduziriam a míseros 240 reais!
Foda-se o petróleo é nosso, foda-se a Petrobrás, se é assim quero é ser explorado pelos demônios capitalistas ianques!

Isso sem contar que um carro nos Estados Unidos – carro zero, carro com tecnologia, carro bom! – pode custar menos de 15.000 dólares, ou doze salários mínimos!  Veja este artigo, listando nada menos de seis modelos de carros para trabalhadores que ganham salário mínimo ( https://www.cheatsheet.com/automobiles/6-new-cars-a-minimum-wage-worker-can-afford.html/ )!  Aqui no Brasil, o carro mais fuleiro custa quase cinquenta salários mínimos!

Conclusão:  no sistema feudal do Brasil, até mesmo a economia colaborativa resulta em salários de fome.  No sistema capitalista americano, até o sub-emprego de motorista de aplicativo permite viver decentemente!


Comentários sobre ser um Motorista de Aplicativo - uma Observação Participante como Observador Completo


(NOTA: o título usa o conceito descrito na obra "Participant Observation" - Spradley, J. P. (1980).  Encontrei um PDF disponível em https://www.uio.no/studier/emner/sv/sai/SOSANT4110/h17/pensumliste/spradley_doing-participant-observation.pdf .
Uma breve descrição da técnica de Observação Participante pode ser encontrada no artigo "Os dez mandamentos da Observação Participante", de Licia Valladares, na Revista Brasileira de Ciências Sociais (vol.22 no.63, 2007) (ver http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-69092007000100012 ).


Tirando um dia de folga.  E “folga” não significa “não fazer nada”, mas sim “fazer o que quero”.  E o que quero é parar e pensar.  Pensar sobre as transformações na minha vida.  Ou “a” transformação: como tantos outros profissionais “intelectuais” – engenheiros, advogados, administradores, ... – estão tendo que fazer hoje em dia no Brasil, estou tentando ganhar a vida como motorista de aplicativo. 

É claro que há um baque emocional.  “Como assim não posso mais fazer o que fiz toda a vida?  Há um mês eu era um profissional e agora não sou nada?  Qual foi este encanto que me transformou de príncipe profissional em sapo sem trabalho?”   Mas o tempo cura tudo, e a dor vai passar.  Não é disto que quero falar aqui.   Quero falar das descobertas que a mudança está me proporcionando.  Fui despojado da oportunidade de exercer minha profissão, mas conservo a formação profissional.  A mente analítica do desenvolvedor de sistemas não foi apagada.  E ainda sou um estudante de Ciências Sociais!  É sobre isto que eu quero escrever.

Como é dirigir um carro de aplicativo?  É ficar oito, doze, catorze horas por dia ao volante, seguindo o mapa no GPS.  Isto exige um certo tipo de “destreza”:  todas as habilidades de um bom motorista (que estou ainda no processo de aperfeiçoar), raciocínio rápido para quando o GPS dá uma indicação errada, percepção do "barbeiro" que vai cortar meu caminho ou do motorista de ônibus maluco que vai tocar por cima de mim... Há também as situações críticas: manobras difíceis em ruas estreitas, onde mal passa o carro, num piso esburacado, de terra, na chuva, no escuro...   E, sim, tudo isso junto!  Aguardar um passageiro, de madrugada, com o carro parado em uma encruzilhada às escuras no meio de uma “comunidade”, os olhos varrendo os espelhos, o pé esquerdo pronto pra afundar na embreagem e a mão direita pronta pra engrenar a primeira, alerta como um gato que entra num pátio onde ele sabe que pode ter um cachorro, só não sabe se o cachorro está ali...  É intenso.  Envolve uma aptidão e uma destreza.  Falhas, decisões erradas, tem consequências imediatas, que podem ser graves, até fatais!  Mas não é “intelectual”.  Inclusive acredito que, se for usar o raciocínio nessas situações extremas... vai morrer!

O próprio conhecimento das ruas da cidade, embora inevitavelmente aconteça, é prejudicado pelas longas horas de trabalho e principalmente pela forma como o trabalho é executado - automaticamente, por reflexos condicionados.  Chega-se (pelo menos eu chego) a um ponto em que não se tem mais uma noção clara de onde se anda, se estamos na Zona Sul, na zona Oeste ou se já é Alvorada ou Cachoeirinha.  Me torno uma máquina a mais, a máquina que conecta o GPS ao carro.  Blim-blom blim-blom toca a chamada e automaticamente aperto “Aceitar”.  “Navegar”.  “In two hundred meters, take the first left, signs to Aeroporto”, diz a Michelle.  E eu obedeço.  Michelle é o nome que eu dei à voz feminina do meu GPS, eu converso com ela, agradeço e reclamo.  E ela fala em inglês, porque todo o meu celular estava já em inglês (não entendo as péssimas traduções que fazem dos aplicativos) e porque descobri que isso me ajuda a não esquecer o inglês, além de divertir os passageiros.

Como se está, após oito, doze, quatorze horas disto?  Fisicamente exausto, é claro.  Nos primeiros dias tinha dores, principalmente na mão direita (a da mudança) e no joelho esquerdo (o da embreagem).  Mas o corpo vai se adaptando.  Já não dói.  Cansa, sempre cansa.  Saio do carro com as pernas dormentes.  Mas nem só as pernas adormecem.  A mente também!
Máquina, zumbi, algoritmo, instinto...  Sinto que qualquer dessas palavras se aplica ao meu estado mental.  O que definitivamente não se aplica é “pensamento criativo”.  Considerando que dirigi quatorze horas não para mim diretamente, mas vendendo um serviço, poderia se dizer que me tornei um “instrumentum vocale”, a expressão que os romanos usavam para designar os escravos – uma ferramenta que fala.   

E então, como vai ser o meu lazer?  Ora, descobri que a tendência natural é continuar fazendo alguma coisa que mantenha minha mente embrutecida!  Ver um filme idiota, ler um romance barato, alguma coisa que me permita relaxar o corpo e manter a mente em estupor!  Não bebo, não faço uso de nenhuma substância que altere meu humor ou meu comportamento, se fizesse, provavelmente faria uso abusivo destas substâncias!  Esta é a tendência!

Eu resisto a essa tendência?  Sim, resisto, geralmente faço alguma das leituras recomendadas pela faculdade, ou vejo um filme que tenha algum conteúdo, que faça pensar.  Mas é necessário um esforço!  Um esforço que eu só percebo que é necessário porque esta vida é nova pra mim!  Se nunca tivesse tido outra profissão, se nunca tivesse tido a chance de estudar coisas que me empolgam, pensaria que a vida é isso – trabalhar mecanicamente para garantir a sobrevivência e gozar prazeres embrutecedores sempre que possível!

É assustador.  Por quanto tempo eu vou resistir?  É possível resistir pra sempre?  Meu refúgio é a faculdade.  Mas a exaustão física é um obstáculo terrível pra me manter na faculdade.  Acordar ás cinco e quinze da manhã, estar dentro do carro das seis da manhã às cinco da tarde, assistir aula das seis e meia até às dez da noite, dormir às onze e meia, meia-noite... e tudo de novo na manhã seguinte, dia após dia...  As aulas começam a acontecer numa névoa, o Pedro que não calava a boca um segundo fazendo perguntas e questionamentos agora simplesmente luta pra se manter acordado e entender alguma coisa do que está acontecendo...  Os trabalhos, as atividades à distância, são feitos mal e porcamente, ou não são feitos...  Nunca fui assim.  Me dói ser assim.  Mas, com o melhor dos esforços que venho fazendo, isso é tudo que estou conseguindo.   Eu sempre trabalhei e estudei.  E sempre foi difícil.  Mas pelo menos eu tinha os fins de semana pra estudar.  Agora, viro as noites de sábado pra domingo dirigindo, é o dia de ganhar um dinheirinho a mais.  Estou me tornando razoavelmente bom nesta profissão de motorista, mas a profissão de motorista está expulsando tudo o mais da minha vida!   

Enfim, tenho de sobreviver, tenho de prover à minha família, portanto menos mal que tenho este trabalho de motorista.  Quem sabe, à medida que o tempo passa, eu não vou achando uma acomodação?  É preciso ter esperança e fé...

E não me entendam mal, este trabalho de motorista, em si, não é ruim!  E não é, pra mim, “apenas” um meio de sobreviver.  Desenvolvi uma certa ética e um certo orgulho profissional!  Mantenho o carro limpo, me mantenho limpo e bem apresentado.  Sou cortês.  Lembro que as pessoas estão colocando as vidas delas nas minhas mãos, e me esforço para agir de forma a ser digno desta confiança.  Peguei passageiros saindo de hospitais, recém-operados, gemendo de dor.  Eles confiam que vão ser conduzidos não apenas em segurança, mas com cuidado – e assim faço.  Transportei meninas, á noite, meninas com medo de ser largadas em frente a um prédio fechado numa rua deserta.  Jamais o faria, tomo conta delas como quero que tomem conta da minha filha!  Não, eu não sou um instrumentum vocale!  Sou humano, e a minha humanidade aparece nesses gestos!  E não me custa agir assim, porque não é unilateral.  Os passageiros são humanos também.  Há exceções, claro.  A PROCERGS e o Centro Administrativo do Estado parecem ser ninhos de arrogância, prepotência e descortesia.  É preciso, quando topamos com indelicadeza, criar uma "bolha de isolamento" e não deixar que isto nos afete.  Vestir uma "máscara profissional".  Mas no geral as pessoas são agradáveis, no mínimo corteses.  Algumas vezes, tocantes, como a família humilde que me pediu pra deixá-los, tarde da noite, em uma avenida onde só haviam prédios comerciais fechados.  Ante a minha estranheza, explicaram que “A gente mora ali na vila, mas não queremos que o senhor entre ali, vamos andar o resto do caminho”.  E ainda me instruíram: “Se alguma vez o senhor precisar entrar ali, vá bem devagar e acenda a luz de dentro do carro.  Aí eles vêem que é aplicativo e não atiram”.  Policiais, tanto civis quanto militares, são surpreendentemente gentis.  Já dois caras que entendi, pelo que falavam entre eles, serem membros de uma facção criminosa (estavam saindo do Forum), não foram grosseiros, mas me deixaram atônito com o grau de egocentrismo.  Eles eram o centro de tudo que faziam e diziam.  Faz sentido, né?  Criminosos não podem ter empatia...

Nesse sentido, o carro é um excelente campo de estudos de Ciências Sociais.  Professores, vendedores, empresários, transporto gente de todas as profissões, ricos e pobres, jovens e velhos...  e quase todos partilham alguma coisa.   A profissão mais estranha que encontrei talvez seja a de um rapaz colombiano que é de circo!  Caminha naquelas rodas gigantes de equilibrismo...  Trabalhou na África do Sul – me mostrou vídeos do número dele; na China – me mostrou fotos de uma boate chinesa...  Conversamos em inglês e em espanhol, mudando de língua ao sabor do assunto...  J   Levei um travesti que se portou como uma mocinha assustada e recatada.  Levei um casal gay que se portou como o estereótipo do casal gay, falando de perfumes e de desfiles de moda em Paris...  Nossa, os passageiros dariam um livro! 
Talvez dêem...  ;-)  Ou pelo menos mais alguns posts...

Valeu pessoal!
Obrigado a quem me leu até aqui!
Abraços!
Até a próxima!