Este trabalho foi escrito para a disciplina de Antropologia da Moral e da Ética.
Achei que, se não ficou a oitava maravilha do mundo, não deixou de ficar interessante, e por isso... aqui está!
Achei que, se não ficou a oitava maravilha do mundo, não deixou de ficar interessante, e por isso... aqui está!
Aqui vai um trecho, como "amostra"; se gostar e quiser ver o arquivo completo, siga o link para o .PDF:
Foucault, a pessoa
Trecho:
Ora, seria o fato de estas ideias terem sido escritas por um autor, ele próprio,
homossexual, irrelevante?! Seria por irrelevância que a enciclopédia Britannica cita a
homossexualidade de Foucault en passant, e a enciclopédia Stanford a omite por
completo?! Às vezes, o que não é dito informa tanto, ou mais, do que o que é dito...
Estas omissões dão uma noção das forças que Foucault certamente teve de enfrentar
para viver abertamente sua sexualidade; seu renome como intelectual, a repercussão e o
impacto das suas ideias, em sua época e nos dias de hoje, dão uma dimensão dos
poderes de seu intelecto e de sua personalidade.
Intelecto e personalidade, entretanto, indubitavelmente (segundo as próprias
ideias de Foucault), inextricavelmente ligados com as condições de seu nascimento -
sua nacionalidade, sua classe social – e sua sexualidade. Parafraseando a professore Vi
Grunvald, creio que, para estudar o pensamento e o trabalho de Foucault, é
importantíssimo levar em conta que “Foucault era francês, nascido em uma França
colonialista e que, durante a juventude de Foucault (falo de 1945 a 1955,
aproximadamente) enfrentou movimentos de libertação na Algéria, no Vietnam, nos
Camarões... Foucault era além disto um burguês, nascido em uma família privilegiada,
com elevado status tanto social quanto financeiro. E Foucault era abertamente
homossexual, em uma sociedade em que isto era reprovado como ‘imoralidade’ e
‘doença’”.
Ora, seria o fato de estas ideias terem sido escritas por um autor, ele próprio,
homossexual, irrelevante?! Seria por irrelevância que a enciclopédia Britannica cita a
homossexualidade de Foucault en passant, e a enciclopédia Stanford a omite por
completo?! Às vezes, o que não é dito informa tanto, ou mais, do que o que é dito...
Estas omissões dão uma noção das forças que Foucault certamente teve de enfrentar
para viver abertamente sua sexualidade; seu renome como intelectual, a repercussão e o
impacto das suas ideias, em sua época e nos dias de hoje, dão uma dimensão dos
poderes de seu intelecto e de sua personalidade.
Intelecto e personalidade, entretanto, indubitavelmente (segundo as próprias
ideias de Foucault), inextricavelmente ligados com as condições de seu nascimento -
sua nacionalidade, sua classe social – e sua sexualidade. Parafraseando a professore Vi
Grunvald, creio que, para estudar o pensamento e o trabalho de Foucault, é
importantíssimo levar em conta que “Foucault era francês, nascido em uma França
colonialista e que, durante a juventude de Foucault (falo de 1945 a 1955,
aproximadamente) enfrentou movimentos de libertação na Algéria, no Vietnam, nos
Camarões... Foucault era além disto um burguês, nascido em uma família privilegiada,
com elevado status tanto social quanto financeiro. E Foucault era abertamente
homossexual, em uma sociedade em que isto era reprovado como ‘imoralidade’ e
‘doença’”.
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