O
USUÁRIO NÃO É BURRO! O USUÁRIO É A RAZÃO
DE SER DA TI!
É triste, e
me envergonha admitir, mas é verdade: para muitos profissionais de TI, dizer
que “o usuário é burro” é um chavão!
Pois bem,
na minha opinião, esta maneira de pensar – este paradigma – leva a um desempenho extremamente pobre: help desks que
não resolvem problemas, sistemas que não atendem os requisitos, etc. Em resumo, este paradigma incorreto leva a ferramentas de informática que não
contribuem para os objetivos estratégicos da organização!
O usuário
pode não entender de configurações de rede, nem de especificação de requisitos.
Mas é ele
que faz a empresa funcionar – e é ele que traz o lucro que torna as empresas
viáveis!
Se a
empresa em que você trabalha produz celulose, o seu objetivo principal como
profissional de TI não é “administrar a rede”, nem “desenvolver software”. A sua tarefa é “ajudar a produzir celulose”. Ou equipamentos para poços de petróleo, ou
carros, ou alimentos! Sim, você vai
utilizar as suas habilidades e capacitações específicas, técnicas. Mas a sua missão não é “escrever código
genial”. É contribuir para a concretização dos objetivos da empresa!
Mesmo que
você trabalhe em uma software-house, que vive de vender software, isto ainda é
verdade. Você vende software que será
uma ferramenta de apoio para as atividades-fim dos seus clientes.
Você tem
que ter a humildade de reconhecer que seus
usuários sabem mais sobre as próprias necessidades do que você!
Você não é
engenheiro, você não é nutricionista, você não é vendedor! Sua função como profissional de TI é ouvir estes profissionais, entender suas necessidades e então prover
as ferramentas de TI mais adequadas para apoiar
suas atividades.
Há inúmeras
– e valiosas - ferramentas para Governança de TI e Gestão da Qualidade em TI. ISO (9126, 14598, 12119, 25000,...), CMMI,
MPS.BR; ITIL, COBIT...
Em minha
humilde opinião, nenhuma dará o resultado esperado enquanto não se quebrar o
paradigma de que “o usuário é burro”. O primeiro e mais importante passo para uma
boa Governança de TI é adotar outro paradigma: “o usuário conhece a atividade
dele melhor do que eu, tenho que entendê-lo para melhor poder ajudá-lo”.
Lembre-se:
não há jogadores consagrados se o time não conseguir vitórias!
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